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Os animais utilizados no rodeio trabalham apenas 8 segundos por dia e menos do que 5 minutos por ano. Tem tratamento de estrelas com direito a natação, alimentação balanceada, acompanhamento veterinário e aposentadoria com sombra e água fresca. Vocês acham que um empresário que investe tanto em um animal assim permitiria que ele fosse submetido a maus tratos? Eles são preparados para darem show, espetáculos e não para serem maltratados. O rodeio é regulamentado por Lei e seus competidores considerados atletas profissionais. E profissionalismo, bem estar animal e dos espectadores é o que mais se preza durante uma competição. O rodeio também é arte, garra é resgate da nossa cultura e raízes, o que antes era apenas uma brincadeira, hoje se tornou profissão. O rodeio é protegido por duas Leis, a 10.220 que institui normas gerais relativas à atividade de peão de rodeio, equiparando-o a atleta profissional e a 10.519 que dispõe sobre a fiscalização da defesa sanitária animal quando da realização de rodeio e dá outras providências Ouve-se por aí, coisas absurdas a respeito dos rodeio, chegam a citarem até que é colocado objetos pontiagudos no sedém. Todas as vezes que nos defrontamos com essas pessoas, além de explicarmos como funciona o rodeio, pois a maioria delas conhecem apenas na teoria, deixamos aberto o convite a uma visita ao fundo dos bretes, onde animais e peões se preparam para o confronto. Para assistirem de perto a magia de uma festa de peão boiadeiro. Mais de 30 milhões de pessoas freqüentam anualmente as festas de peão boiadeiro no Brasil. O artigo terceiro, inciso 1, 2, 3 e 4 da lei 10519 fala sobre a fiscalização antes, durante e depois da realização de todos os eventos, levando em consideração o transporte dos animais, a presença de médico veterinário habilitado, atestado de vacinação contra febre aftosa e de controle da anemia infecciosa eqüina e infra-estrutura que garanta a integridade física deles durante sua chegada, acomodação e alimentação.
No artigo quarto da mesma lei, diz que apetrechos técnicos utilizados nas montarias, bem como as características do arreamento, não poderão causar injúrias ou ferimentos aos animais e devem obedecer as normas estabelecidas pela entidade representativa do rodeio.
Esclarecemos que o Sedém – é uma corda feita de lã natural ou de crina revestido de lã natural. O sedém é posicionado no vazio do animal. É usado para estimular os pulos. Não machuca, apresenta apenas uma sensação de cócegas. E tem mais: se o sedém estiver muito apertado, ele inibe os músculos dos flancos e reduz a ação de corcovear. Ele jamais poderá ser usado tão apertado a ponto de imobilizar ou causar dor, o sedém usado nos rodeios nunca irá ferir o animal. O Artigo quarto inciso 2 da Lei 10.519, diz que as esporas de maneira alguma podem machucar os animais, e se por acaso isso venha a acontecer, o competidor é penalizado, sendo eliminado da competição atual e dependendo até das demais. É permitido somente o uso de espora padrão com pontas arredondadas. Animais que corcoveiam nascem com este instinto, não são levados a serem assim e o sedém não é capaz de simplesmente transformar um animal manso em um corcoveador. Às vezes em uma seleção de 1000, menos de um por cento são denominados puladores. Para o animal naturalmente inclinado a corcovear, o sedém simplesmente estimula essa reação, encorajando o cavalo ou o touro a dar altos coices no ar com as patas traseiras com o intuito de se livrar de um objeto estranho em seu lombo, os chamados animais indomáveis. Além de tudo isso que falamos sobre a nossa preocupação com o bem estar animal, as festas de peão boiadeiro, tem também o seu lado, social, econômico, cultural e turístico. Anualmente acontecem cerca de 1800 rodeios no Brasil, freqüentados por mais de 30 milhões de pessoas. O mercado gira em torno U$ 3 bilhões e proporciona 320 mil empregos. Aquece o comércio, a gastronomia, o setor hoteleiro, gera riquezas e divulga a cidade e região para o Brasil inteiro, através dos diversos turistas que freqüentam tais eventos. E, para se ter uma idéia da grandiosidade das festas de peão boiadeiro, o público que freqüenta anualmente esses eventos, é sete vezes mais que os espectadores do campeonato brasileiro de futebol.
Fonte: Revista Rodeio
Foto: André Silva